sexta-feira, 18 de maio de 2012

Delegados encerram greve em Goiás


Categoria aceitou gratificação do governo que deve ser paga até 2013
Após acordo com o governo sobre pagamento de benefícios, os delegados da Polícia Civil de Goiás encerram a greve nesta quarta-feira (16). Foi oferecida uma gratificação entre 5% e 20% do salário, que deverá ser paga gradativamente até 2013. 

A proposta de adequação de carreiras dos delegados também foi aceita. A greve iniciou na segunda-feira (14) e nem todas as reivindicações dos profissionais foram atendidas. Segundo a delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, Adriana Accorsi, eles voltarão ao trabalho e as conversas vão continuar ao longo do ano. 
A paralisação iria começar na semana passada, mas foi adiada por causa da queda do helicóptero da Polícia Civil que deixou oito mortos, na terça-feira (8), próximo à cidade de Piranhas, a 325 km de Goiânia. A delegada Adriana Accorsi estaria na aeronave, mas deixou de ir com o grupo justamente para negociar com os delegados e tentar evitar que eles entrassem em greve.
Na última terça-feira (15), apenas um distrito policial funcionou em Goiânia. O local enfrentou superlotação e demora no atendimento.

Convocação para o EAC 4ª turma / 2012



A CRH/3 convoca os seguintes CABOS, conforme lista anexa, a comparecerem para o início do EAC - 4ª turma.

Local: Academia de Polícia Militar;
Dia: 21/05/2012 (segunda-feira);
Horário: 07h;
Uniforme: Operacional.

Lista de CABOS convocados: download

Marco Antônio Ferreira - Major QOPM
Chefe da CRH/3

Vaccarezza, Inimigo nº 1 da PEC 300 é pego no flagra.


A reportagem do SBT flagrou, durante a CPI do Cachoeira, nesta quinta-feira (17), o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), inimigo nº 1 da PEC 300 é pego no flagra!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

PMs de Sergipe processam a cantora Rita Lee por danos morais


Serão 16 ações individuais e cada policial pedirá indenização de R$ 24 mil.
Cantora protestou contra a ação dos PMs e os xingou em seu último show.

Dezesseis policiais militares de Sergipe decidiram processar a cantora Rita Lee por danos morais.
A informação é do advogado Plínio Karlo, que representa os PMs, que se sentiram ofendidos pela artista durante seu último show realizado no dia 29 de janeiro, na Praia da Atalaia Nova, no município da Barra dos Coqueiros (SE), região metropolitana de Aracaju.
A cantora protestou contra a ação dos PMs que realizavam a segurança do evento e chegou a xingá-los. Ao final da apresentação Rita Lee foi detida por desacato e encaminhada à Delegacia Plantonista, na capital sergipana, onde prestou depoimento e foi liberada em seguida.
De acordo com o advogado, que preferiu entrar com ações individuais na justiça, cada policial irá requerer R$ 24.880 mil de indenização.
“A declaração dada por ela nesta semana ao Fantástico, de que sofreria de transtorno bipolar, não irá prejudicar a ação. A primeira audiência conciliatória já foi marcada para o dia 18 deste mês. Os processos irão tramitar nas 1ª, 3ª, 5ª e 8ª Varas Cíveis de Aracaju”, afirmou Karlo.
Ainda segundo o advogado, mesmo tendo sido diagnosticada bipolar, a cantora não poderá alegar que estava doente no momento da apresentação. “O processo seguirá normalmente, e esta nova informação passada pela cantora não deverá proceder, pois como ela poderá alegar que estava doente naquele momento?”, questionou.
Acordo
Na semana passada, a Justiça de Sergipe enviou uma carta precatória à comarca de São Paulo para que a cantora defina, no prazo de dez dias, se irá acatar ou não o acordo proposto pelo Ministério Público Estadual. A promotoria quer que a artista preste serviços comunitários por três meses e doe o cachê, de R$ 115 mil, para o Fundo Municipal para Criança e Adolescente do município da Barra dos Coqueiros.
Show polêmico
Rita Lee fez seu show de despedida, na Atalaia Nova, e xingou os policiais que faziam a segurança por considerar ‘invasivo’ o tratamento com seu público.
Em uma das interrupções a cantora fez a seguinte declaração: “Seus cachorros! Coitados dos cachorros. Cafajestes! Vocês estão fazendo de propósito. Eu sou do tempo da ditadura, se pensa que eu tenho medo, p..! Venha aqui! Eu sou mulher. Mulher, queridos! Sou mãe tive três filhos, tenho uma neta, 67 anos, que que vocês vão fazer? É isso que vocês querem? Chamar a atenção? Eles querem chamar a atenção, querem cantar? É horrível! Eu tenho paranoia com esse tipo de coisa, por que isso? Por quê? Eu queria saber. Cadê? Cadê por escrito que vocês têm que fazer isso? Cavalaria aqui não, filho. De cavalo. Cavalo é um bicho delicado. Que isso? Não. Eu não vou esperar, esse show é meu, as pessoas estão esperando eu cantar. Não é a gracinha de vocês. Seus f... da p.... Agora venha aqui me prender”.
Ainda durante a apresentação, a cantora recebeu um mandado de intimação para comparecer à Corregedoria de Polícia, na manhã seguinte, o que não foi aceito por ela. Ao deixar o palco, Rita Lee foi detida e encaminhada à Delegacia Plantonista, onde prestou depoimento. Segundo o delegado Leogenes Correa, em seu depoimento, a cantora disse que toda a ação foi gerada pelo ‘calor das emoções’ e por ter achado truculenta e desnecessária a ação dos policias com seus fãs.

PM do Rio estuda fazer ingresso único para Praças e Oficiais


Acesso ao oficialato seria apenas por prova interna, após período no posto mais baixo da hierarquia. Hoje há duas escolas de formação distintas
Recrutas da PM no Centro de Formação de Soldados. Pelo modelo estudado, futuros oficiais terão de ser praças antes
A  Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro estuda inovar no sistema de ingresso de soldados e oficiais na corporação e implantar o acesso único para oficiais e praças.
Assim, todos os policiais precisarão primeiro ser soldados para poderem concorrer a uma vaga no Curso de Formação de Oficiais (CFO). O projeto está em estudo há cerca de três meses por uma comissão formada de coronéis e tenentes-coronéis da PM, nomeada pelo comando da corporação.

Policiais recém-formados na UPP da MangueiraPela nova forma de acesso, a prova inicial para entrar na PM será para soldado, patente mais baixa da hierarquia militar, e o único acesso possível ao oficialato seria por meio de um concurso interno, após tempo ainda (possivelmente três ou cinco anos). Seria criada uma regra de transição para adequar o novo modelo aos atuais oficiais e praças.


Uma vantagem seria que todos os futuros oficiais terão antes passado pela atividade de ponta da corporação. Aprenderiam na prática o lema impresso no prédio principal da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), escola de formação de oficiais do Exército: “Cadetes! Ides comandar, aprendei a obedecer”.
Como consequência do atual grupo de estudo, o concurso de 2012 para oficiais da PM foi suspenso em março, como mostrou nota do Poder Online , e não fará parte do vestibular da Uerj neste ano.
Desde 1920, os alunos passam por três anos de formação em regime de semi-internato, para se formarem como aspirantes a oficial. Os postos do oficialato são, pela ordem crescente, aspirante a oficial, segundo-tenente, primeiro-tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel; os praças são soldado, cabo, terceiro-sargento, segundo-sargento, primeiro-sargento e subtenente.
Temor de crise no oficialato e desestímulo no Corpo de Alunos atual

Pela entrada única, só os soldados poderiam se tornar oficiais, por concurso internoA nova forma de ingresso na PM seria inovadora nas polícias brasileiras, que seguem o modelo das Forças Armadas – de escolas de formação distintas para oficiais responsáveis por comandar e pela parte estratégica) e praças (executores, parte tática).

A avaliação interna e temor dos próprios integrantes da comissão de estudo é que a nova forma de acesso gere tensões e crise no oficialato – principalmente entre os mais jovens – de uma instituição militar, que prima pela hierarquia e disciplina. Outra preocupação é não desestimular o atual Corpo de Alunos, que entrou pela regra antiga.
Atualmente, 331 alunos estão no Curso de Formação de Oficiais da PM do Rio (64 no primeiro ano, 168 no segundo e 99 no terceiro). Há 44.047 policiais na força, e a meta é chegar a 60 mil profissionais em 2016. Em 2011, houve 11 formaturas, somando 4.190 soldados; em 2012, já foram 2.170 novos PMs incorporados.
Missão “extremamente desafiadora”

Comandante-geral da PM, coronel Costa Filho cumprimenta PMs do Batalhão de Choque, após a prisão de Nem da RocinhaNa opinião de um oficial superior da comissão empolgado com as perspectivas, a missão é “extremamente desafiadora” e seu resultado poderia levar até o próprio Exército Brasileiro a repensar o seu modo de admissão e questionar se ainda faz sentido a divisão de escolas de formação (no caso do Exército com a Aman e a Escola de Sargentos das Armas).

De acordo com um dos oficiais que integram a comissão de estudo e implantação do novo acesso, o sistema se assemelharia ao da Alemanha e ao de Nova York – onde é preciso ter cursado faculdade ou ter dois anos de serviço ativo nas Forças Armadas e Ensino Médio.
Um ponto que está sendo estudado é se a corporação passará a exigir graduação em nível superior dos candidatos a soldado para ingressar na PM – assim como a Polícia Civil faz. A academia de oficiais é atualmente um curso considerado de nível superior, que não exige formação além do nível médio para entrada.
Uma consequência do novo modelo estudado, seria a formação de oficiais mais velhos que os atuais cadetes, que podem entrar na PM a partir de 18 anos, logo após completarem o Ensino Médio e prestarem concurso de vestibular.

fonte: APRA

POR UMA NOVA SEGURANÇA PÚBLICA


A segurança pública brasileira tem jeito. Para tanto, basta coragem do Governo Federal para fazer algumas mudanças na estrutura atual, com sugerimos abaixo:
1 - Unificação das polícias civil, militar e corpo de bombeiros, criando a polícia estadual;
2 - Criação de um estatuto único e nacional, com base na Constituição Federal e nos direitos humanos;
3 - Criação de uma academia nacional para seleção e formação dos profissionais, com a Inclusão das disciplinas antropologia, sociologia e ciência política no conteúdo curricular;
4 - Instituição da carreira única, onde o ingresso se daria, obrigatoriamente, como soldado ou agente e prosseguia por meio de concurso interno até o último nível;
5 - Exigência de curso superior em qualquer área para ingresso na nova polícia estadual. O curso de oficial ou delegado teria duração de 1 ano.
6 - Remuneração unificada, tendo como referência o salário dos policiais federais;
7 - Escolha do comandante ou diretor dessa nova polícia por meio de eleição direta na própria instituição, para um mandato de 2 anos, admitida uma reeleição. Exigência de Pós-Graduação, no mínimo Especialização na área de segurança pública, para os candidatos ao cargo de comandante ou diretor.
8 - Oferecer benefícios sociais como: Plano de saúde e odontológico, seguro de vida, hora-extra, insalubridade, periculosidade, adicional noturno, terço de férias, e garantia de uma remuneração integral na aposentadoria. Direito à sindicalização e à greve, filiação partidária, votar e ser eleito, escala de plantão de 24h/72h ou 12h/36h e liberdade de expressão;
9 - Ascensão gradual e regular na carreira: as promoções aconteceriam a cada três anos, por antiguidade;
10 - Criação de um fundo nacional para financiar os investimentos na segurança pública, com verba carimbada prevista na Constituição e com percentual mínimo de aplicação pela União, Estados e Municípios de 20%, 15% e 10%, respectivamente, além de recursos das seguintes áreas: royalties do pré-sal, bens leiloados do crime organizado e do tráfico de drogas, percentual da arrecadação das loterias, do Seguro DPVAT, do IOF, FGTS, FAT, PIS/PASEP, contrapartida dos estados e municípios, além da arrecadação própria dos serviços prestados pela policia e bombeiro em eventos particulares como shows e eventos esportivos.
11 - Aumentar o efetivo da segurança pública em pelo menos 3 vezes;
12 -  Triplicar a aquisição viaturas e equipamentos de proteção individual e coletivo modernos;
13 - Treinamento permanente em parceria com outras instituições dos governos federal, estadual, municipal e estrangeira;
14 - Criação do Ministério da Segurança Pública;
15- Elaboração de políticas de segurança pública com a participação de representantes das associações comunitárias, ministério público, judiciário, legislativo, OAB, igrejas, universidades, pesquisadores, empresários e imprensa.
Com essas medidas implementadas, quem sabe não teríamos uma redução significativa nos níveis de violência e de criminalidade e um melhora substancial na qualidade dos serviços prestados pelos profissionais da segurança pública, traduzindo-se, assim, numa melhor qualidade de vida do cidadão e numa paz social tão almeijada por nossa sociedade.
São Luís, 12 de maio de 2012
TC ALVES
CBMMA

Quanto mais pobre, menos o brasileiro confia na polícia


Levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas foi realizado em seis Estados e no Distrito Federal
Quanto mais pobre, menos o cidadão confia na polícia. Esse é o resultado de uma pesquisa nacional feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no primeiro trimestre. O levantamento aponta que 77% das pessoas que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.244) não acreditam nas forças policiais. Vivem nessa faixa de renda 46,3% dos brasileiros. No geral, três em cada cinco pessoas não confiam.
A pesquisa foi feita com 1.550 pessoas, em seis Estados e no Distrito Federal. O índice de confiança aumenta conforme a renda do entrevistado. Entre os mais ricos - aqueles que ganham mais de 12 salários mínimos -, 59% não acreditam na polícia.
Responsável por coordenar a pesquisa, a professora Luciana Gross Cunha, da Escola de Direito de São Paulo, diz que há razões para que as pessoas de baixa renda desconfiem mais. "É porque residem e frequentam locais de mais risco, convivem com o aparato policial voltado para o combate à criminalidade. Nem sempre a polícia é vista nesses lugares como um sinal de segurança, mas de ameaça."
Segundo Luciana, os meios de seleção, treinamento e formação podem mudar essa relação entre a polícia e os mais pobres. Isso passa também pela discussão do papel da polícia e pela valorização - até salarial - do agente público. "Uma vez que você valoriza o policial na comunidade, passa a ser normal e natural a presença dele ali. Agora, quando é desvalorizado, ele se torna perigoso para si e para a sociedade."
A desconfiança também é maior entre os mais jovens. Na faixa dos 18 aos 34 anos, 64% das pessoas não acreditam na polícia. Entre os que têm mais de 60, a confiança é maior. Mesmo assim, mais da metade não confia na instituição. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: IG